O PRIMEIRO OSSO


Ouvir o nome daquele bairro a perturbava. Seu sangue fluía de forma diferente, sentia calafrios, o pensamento se esvaía. Naquela hora, Leilah era a médica de plantão. Havia o chamado. Desta vez não deixaria de atender.
A manhã recém se instalara, a claridade começava a se firmar. A ambulância seguiu, estacionou próxima a casa de onde viera o chamado. Enquanto dois enfermeiros se apressavam, Leilah saiu da ambulância, olhou ao redor. Existiam muitas casas novas. O local estava irreconhecível. Este pensamento a aliviou bastante. Respirou fundo, entrou na casa.
Um senhor de idade, já com a lividez da morte, resfolegava. Ela auscultou-lhe os pulmões: um chiado se esvaindo. Era preciso remover o paciente para um hospital com mais recursos do que aquela pequena unidade de resgate. Talvez ele não aguentasse chegar ao hospital.
Enquanto o enfermeiro colocava a máscara de oxigênio, Leilah preencheu formulários. Informou à mulher que se identificou como esposa sobre a remo…
Para continuar lendo clique aqui